S-A-U-D-A-D-E

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“Eu juro que tentei. Tentei esquecer-te de todas as formas possíveis e imaginárias, mas em tudo o que faço encontro algo teu ou que tenha a ver contigo. Às vezes dou por mim a olhar para o nada e a pensar em tudo. Aí, lembro-me de quando nos encontrávamos e, desde o fundo da rua, vinhas de braços abertos à espera de um abraço apertado. Eram os abraços que acalmavam o meu dia e me deixavam em paz comigo mesma. Lembro-me de quando olhava de longe para ti e após olhares também para mim, desviava o olhar com vergonha do que pudesses pensar. Eu tentei deixar estas memórias de lado. Mas não consigo. Elas voltam sempre e cada vez com maior intensidade sobre a minha memória. Quanto mais esforço faço para esquecer, mais tendência tenho a lembrar-me. Lembro-me também da última vez juntos. Eu sentia-te distante e triste. Diferente. Naquele dia o abraço foi mais forte do que o comum. Os meus olhos encheram-se de lágrimas mas fiz força para as conter. Não queria que reparasses. Afinal, não precisavas de saber da minha dor. Mas aquele abraço disse tudo. A nossa relação parecia algo “forçado”, e eu perguntava-me a mim mesma como tínhamos chegado àquele ponto. Estava certa, tinha mesmo chegado ao fim. Pergunto-me porquê. Mas até hoje, não consegui resposta. Um dia vou saber. Até lá, vou continuar: A cada dia que passa, a minha força para tentar esquecer é maior. Mas a memória insiste em relembrar.”

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