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Quase prontinha para mais uma semana de férias, mas esta vivida mais intensamente. Alguns receios, bastante ansiedade… Bastante mesmo! Como vai ser? Como vou reagir às variadas situações? Vou ser eu mesma. Sempre. Forte e segura de mim. E uma coisa é certa: só acontece o que tem de acontecer e sei que no fundo será sempre o melhor, mesmo que não pareça ao início. Quem preciso está comigo, e isso é o que importa*
Há que aproveitar estas últimas semaninhas de férias, para depois repensar em todas as escolhas e tomar todas as decisões para mais um ano de universidade…
Mas agora desejem-me boa viagem e tudo há-de correr bem! Boa semana 🙂

“Ando há mais de vinte anos a escrever sobre o amor e se aprendi alguma coisa durante todo este tempo é que não há regras para a evolução de um caso amoroso. Quando nos interessamos, nos envolvemos e nos deixamos ir naquilo a que chamamos uma história de amor, nunca sabemos o que vai acontecer. Podemos imaginar, desejar e mesmo prever algumas coisas, consoante a essência dos nossos sentimentos e aquilo que conseguimos ler no comportamento do outro em relação a nós. Se tudo correr bem, podemos até construir um presente sólido que nos conduza a um futuro seguro, mas não podemos decidir nem quando nem como será esse futuro, e é esse um dos maiores desafios quando se vive uma história de amor.
Existem casos tórridos intermitentes, amizades coloridas, aventuras escaldantes, atracções fatais e fátuas, amores lentos e suaves, amores rápidos que se esfumam na espuma dos dias, amores fulminantes que duram uma vida, amores instáveis que se aguentam durante décadas, amores que parecem eternos e se desfazem em poucas semanas. Existem amizades que se transformam em grandes histórias de amor e amores que se cristalizam em amizades para a vida. And yet the course of love never did run smooth, escreveu Shakespeare. O amor tem o seu tempo e ritmo próprios e cada história de amor tem a sua alquimia. Querer que o amor opere e cresça dentro de determinados pressupostos de uma forma rígida é meio caminho andado para o fracasso. 
A primeira grande questão sobre a qual devemos reflectir é se aquilo que estamos a viver é mesmo uma história de amor, ou apenas uma imitação do amor. Se estamos carentes, se acabámos de sair de uma relação e ainda não arrumámos o coração, se não estamos ou não somos programados para amar, se até gostamos de estar com uma pessoa mas a sua imagem não nos ocupa o espírito quando estamos longe dela, então cuidado, porque podemos ser levados por um equívoco, Tudo isso podem ser aproximações daquilo que desejamos, e todos sabemos que uma coisa é sair-nos a Sorte Grande e outra é calhar-nos o segundo ou terceiro prémios que são a Aproximação. 
Amar alguém requer tempo e espaço, mas acima de tudo, requer vontade. E nem sequer é a vontade de amar aquela pessoa em vez de outra; é a vontade de se deixar ir porque o nosso corpo, o nosso coração, as nossas células nervosas decidiram que era aquela pessoa que queriam por perto. No entanto, esta visão do amor não é fatalista. Ainda que o nosso corpo e o nosso coração nos empurrem para alguém, só devemos deixar que isso aconteça se o outro mostrar o mesmo impulso em relação a nós. Caso contrário, arriscamo-nos a dar tempo e espaço a quem não tem tempo nem espaço para nós. Com isto não estou a dizer que escolhemos quem amamos, mas podemos escolher não lutar por quem não luta por nós, não esperar porque quem não tem tempo para nos dar, não sonhar com quem não sonha connosco. A reciprocidade é um dos ingredientes fundamentais do amor verdadeiro, sem ela, nada feito. 
Eu gosto de saborear o amor em estado puro. O amor de forma plena, livre, leve e ao mesmo tempo serena e responsável. Acredito que amar alguém é querer o melhor para essa pessoa, por isso amar é ouvir, ajudar, apoiar, proteger, mimar. Mas também é pedir ajuda e protecção sempre que precisarmos. Gosto de pensar que o amor que estou a construir é como uma terceira entidade, a mistura alquímica de dois corações que procuram e querem percorrer o mesmo caminho. E que juntos, vamos conseguir ir mais longe dentro e fora de nós mesmos. Juntos, vamos sentir mais paz, mais protecção, mais força, mais coragem. Mas para isso é preciso acreditar no outro, confiar nele, mostrar-lhe que contamos com ele para o que der e vier da mesma forma que que ele pode contar connosco. Acredito que o amor em estado puro só existe com confiança e entrega totais. É difícil, mas se fosse fácil, também perdia metade de graça. E quem não ama deste modo, não ama livremente. Só a liberdade de espírito permite um amor pleno.”

Gisela João


Minhota e nortenha de corpo e alma. Fadista Barcelense. Não conhecia o seu trabalho, mas quando assisti a uma entrevista no Telejornal logo me cativou por toda a sua genuinidade e autenticidade… Sem dúvida um grande orgulho! Não só pelo trabalho realizado, mas principalmente pela pessoa que mostrou ser. Pura. Verdadeira.
Muitos parabéns pelo trabalho e dedicação! Vou seguir!

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“Bom mesmo é gente que não tem medo de pular, de parecer bobo, de balançar a barriguinha saliente, de gritar. Bom mesmo é gente que corre na rua, no shopping, gente que não tem medo de sentir. Gente que se apaixona e chora, ri e ama de novo e todo dia renova o amor que tem na vida mesmo que isso doa algumas vezes. Gente que canta sem saber a letra, que grita sem saber quem tá olhando, gente que fala como a gente, com as gírias, as palavras que não conhecemos e que ri, ri dos próprios tombos. Bom é gente pra não fazer nada num sábado a noite e gente pra fazer tudo naquele domingo tedioso, gente que briga, que fala alto, que não sabe desenhar e que sabe também. Gente que tem a letra bonita e gente que escreve em garranchos as palavras mais lindas que podemos ler. Gente que pede ajuda e gente que não pede, que sofre calado, mas que aceita seu abraço. É bom gente que faz drama mexicano de vez em quando e gente que não paciência pra drama nenhum, nem os delas mesmo. Bom mesmo é gente pra tá junto, pra dançar ou ficar parado. Bom é ter gente pra ser amigo.”

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“O meu pai me contava que a primeira vez que a pessoa se apaixona muda a vida dela para sempre, e por mais que você tente, o sentimento nunca desaparece. Essa garota de quem você me falou foi o seu primeiro amor. E não importa o que você faça, ela vai ficar com você para sempre.

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“Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam.”

“Certa tarde, voltou para casa mais cedo do que o costume, e encontrou a viúva sentada na soleira da porta.
– O que está a fazer?
– Nada tenho que fazer –respondeu ela
– Então aprenda algo. Neste momento, muitas pessoas já desistiram de viver. Não se aborrecem, não choram, esperam apenas que o tempo passe. Não aceitaram os desafios da vida, e a vida já não as desafia mais. A senhora também corre esse perigo; reaja, enfrenta a vida, mas não desista.
– A minha vida voltou a ter um sentido – disse ela, olhando para baixo – desde que o senhor chegou.
Elias resolveu interromper imediatamente a conversa, porque não sabia como continuá-la.
– Comece a fazer alguma coisa – disse, mudando de assunto. – Assim o tempo será um aliado, e não um inimigo.
– O que posso aprender?
Elias pensou um pouco.
– A escrita de Biblos. Será útil, se tiver que viajar um dia.
A mulher resolveu dedicar-se àquele estudo de corpo e alma. Jamais pensara em sair de Akbar mas – pelo modo como ele falara – talvez estivesse a pensar levá-la com ele.
Sentiu-se livre novamente. Novamente, acordou de madrugada, e caminhou sorrindo pelas ruas da cidade.”