As pessoas têm medo de mudar um hábito porque a mudança não oferece garantias. Para evitar desilusões escolhemos sempre as mesmas coisas. Afinal, “equipa que ganha, não se mexe”, certo? Errado! É preciso mudar para continuar a ganhar.

Existe um tempo em que é preciso esquecer os caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. O problema é que temos muito medo de arriscar uma felicidade que não é garantida. Mudar implica um desprendimento de alguma coisa e isso gera medo. Isso gera dúvidas. E as nossas dúvidas são traidoras e fazem-nos perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, pelo simples medo de arriscar. Mas vou-te dizer uma coisa, crescer significa mudar e mudar envolve riscos, uma passagem do conhecido para o desconhecido. As pessoas capazes de ir além das fronteiras do medo são mais recetivas a tudo o que as rodeia, o que propicia que se abram sempre infinitas possibilidades.

Digamos sim à vida. Inovemos nas pequenas coisas. Provemos novos sabores. Permaneçamos aventureiros. Por nenhum momento nos esqueçamos de que a vida pertence aos que investigam. Ela não pertence ao estático, ela pertence ao que flui, pertence aos que inovam. Quebrar as regras de algumas das nossas certezas não é imprudência, é LIBERDADE. Mudemos por fora. Mudemos por dentro. Não fiquemos com medo de mudar o sabor da pizza, do gelado, não fiquemos com medo de cortar o cabelo, de trocar de roupa, de mudar de cidade, de conhecer pessoas novas, de mudar a rota, de nos reinventarmos…

Só descobrimos novos caminhos quando mudamos de direção. Se queremos algo diferente, devemos estar dispostos a fazer algo diferente. A transformação requer a substituição de velhos hábitos por novos. Façamos algo novo todos os dias.

Porque é que eu deveria duvidar dos meus próprios pensamentos?

Se algo nos vem à mente, e volta, e volta… no final acaba por adquirir alguma conotação de realidade para nós. O problema é que muitas vezes isso não tem nada de real, então gera um desconforto emocional desnecessário.

A utente relata que após uma reunião, o simples comentário de um colega é capaz de a perturbar por dias: “Gostei de como te apresentaste na reunião, embora parecesses estar um pouco nervosa”. Diz que é uma pessoa nervosa, não consegue mudar isso, que sente que todo o seu esforço e dedicação tem sido inúteis. Fragilizada, diz que não é suficientemente profissional ao ponto de não transparecer para os outros as suas fraquezas. Afirma ainda que certamente não vão querer que assuma mais a representação da empresa em reuniões.

Não são os nossos pensamentos, mas sim o apego que temos a eles, que provoca sofrimento. Apegares-te a um pensamento significa acreditares que ele é verdadeiro, sem o questionar. Combater isso com inteligência é aprender a identificar os pensamentos negativos automáticos que surgem. Desta forma, podemos mais tarde questioná-los e mudá-los…

A ampliação do negativo e minimização do positivo é um deles, uma vez que a utente nem sequer reparou que o colega gostou de como ela se apresentou. Também é bastante comum o raciocínio emocional, ao acreditar que as coisas são assim porque nos sentimos assim, no entanto, nós não somos as nossas emoções, apenas as sentimos. Estamos ainda perante a adivinhação do pensamento, “certamente não vão querer que fale mais em reuniões”, no entanto, a verdade é que confiaram no seu trabalho para lhe atribuírem essa responsabilidade. Às vezes pode ser útil apenas dizer: isto é pensar demais.

Quanto mais tentamos ganhar certeza sobre o desconhecido, menos confiantes – e mais ansiosos – nos sentimos. Em vez de tentar obter uma garantia elusiva, aprende a aceitar a incerteza. Pensar demais nas decisões geralmente vem do medo de fazer algo errado, mas tudo o que podemos fazer é tomar a melhor decisão possível com as informações que possuímos no momento. Os erros são oportunidades de aprender, e não algo terrível a ser evitado a todo o custo. Aprende a dominar os teus pensamentos para recuperar o teu bem-estar. Liberta o pensamento desnecessário, chamando-o do que é. Soltar as mágoas do passado e os anseios do futuro e descansar no momento presente, compreendendo que tanto o passado como o futuro consistem apenas em pensamentos e histórias, que não existem na dimensão do agora.

Talvez estejas a pensar demais nisso.
“Os pensamentos são inofensivos, a não ser que acreditemos neles.”