Das melhores mensagens de ano novo…

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“Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.

Já abracei para proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
“quebrei a cara muitas vezes”!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Mas vivi, e ainda vivo!
Não passo pela vida…
E você também não deveria passar!

Viva!
Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é “muito” para ser insignificante.”

A complexa gestão das amizades

“Os amigos fazem-nos bem. Mesmo que à distância, fazem-nos bem. O simples facto de sabermos que há amizades que resistem às barreiras espaciais e aos hiatos temporais reconforta-nos o espírito. Queremos, por isso, preservar essas amizades, dedicar-lhes tempo e mantê-las tão próximas quanto possível. Geri-las é um desafio que se impõe.

Todos temos amigos, sejam dos tempos da escola primária, do secundário, da licenciatura, do mestrado, de outras faculdades, da rua, do café, do desporto ou de outras actividades e andanças. Estar com todos eles exige uma ginástica considerável. Temos, inevitavelmente, de medir o custo de oportunidade e fazer as nossas escolhas. Há épocas do ano em que passamos mais tempo com um grupo de amigos do que com outros, situação que será, naturalmente, compensada noutra altura.

Tomar café com um grupo de amigos impede-nos de ir ao cinema ou beber uns copos com outro grupo, assim existam essas oportunidades simultâneas. Fora isto, ainda há que contar com os compromissos inerentes à família, ao estudo e/ou ao trabalho. É uma ciência combinatória complexa para quem tem pouco tempo livre, mas que gosta de estar em constante contacto com os amigos. O equilíbrio entre a atenção e a compreensão é fundamental e, tal como gostamos de estar satisfeitos com os nossos amigos, também desejamos que eles estejam satisfeitos connosco, numa espécie de relação simbiótica.

Não raras são as vezes em que queremos estar com todos os nossos amigos sem poder estar com nenhum. E mesmo quando podemos, é quase impossível juntá-los a todos num jantar ou convívio, devido aos compromissos de cada um ou por haver incompatibilidades entre eles. Com efeito, é um aborrecimento haver zangas e discussões entre amigos por motivos quase insignificantes e facilmente ultrapassáveis. Mais difícil de aceitar e perceber é quando essas zangas não são resolvidas e se tornam definitivas. Com uma boa conversa e com um momento de razão depois da emoção, todas essas “tempestades em copos de água” deveriam ser sanadas. A não ser que o motivo seja demasiado grave, não vejo razões para que bons amigos se zanguem, se desinteressem, se afastem e se esqueçam.

Por vezes, quando o mais miudinho dos obstáculos parece capaz de incendiar ou apagar as memórias de uma amizade de anos, é necessária a intervenção de um mediador, juiz ou apaga-fogos, para evitar males maiores. Há que manter o interesse mútuo para cimentar uma boa amizade, porque bons amigos são aqueles que podemos estar sem ver durante meses ou anos, por exemplo, sabendo que o reencontro vai ser uma festa desmesurada e que a conversa consequente vai ser uma agradável e plena cavaqueira.

Se os nossos círculos de amizade coexistissem todos em harmonia seria bem mais fácil de os gerir. Mas também podia ser muito menos desafiante e recompensador. É como é.”

“Nada é ori­gi­nal. Rouba tudo o que mexer com a ins­pi­ra­ção ou incen­diar a tua ima­gi­na­ção. Devora fil­mes anti­gos, fil­mes novos, música, livros, pin­tu­ras, foto­gra­fias, poe­mas, sonhos, con­ver­sas ao acaso, arqui­te­tura, pon­tes, sinais de rua, árvo­res, nuvens, cor­pos de água, luz e som­bras. Mas sê sele­tivo e rouba ape­nas coi­sas que falem dire­ta­mente à tua alma. Se fize­res isto, a tua obra (e roubo) será autên­tica. A auten­ti­ci­dade é o bem mais vali­oso; a ori­gi­na­li­dade não existe. E não te preocupes em esconder o teu roubo – celebra-o se te apetecer.Em qualquer caso lembra-te sempre do que disse Jean-Luc Godard: “Não é de onde retiras as coisas – é para onde as levas.””

“As Aventuras de Pi”. Uma lição de vida.

Porque tempo de Natal é um tempo propício a actualizarmos a nossa infindável lista de filmes a ver. Porque nestas datas, durante a tarde, uma carrada de filmes invadem a nossa televisão. E eu enriqueci-me mais um pouco. Em fé. Desta vez “As Aventuras de Pi”.

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“Até quando Deus parecia ter me abandonado, Ele estava me vigiando. Mesmo quando Ele parecia indiferente ao meu sofrimento, estava vigiando. E quando eu perdi toda a esperança de ser salvo, Ele me deu descanso, me deu um sinal para eu continuar a jornada.”

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“Eu gosto de gente onde eu posso caber. De gente de peito aberto, sorriso esperto, coração liberto. Gente para mim não tem muros: é casa espaçosa, com jardim de grama verdinha, borboleta batendo asa e cachorro fazendo festa no quintal. Gente para mim é luz acesa, é porta sem tranca, é janela com vista para o mar. Bom mesmo é encontrar gente em quem a gente possa fazer um lar. E morar…”

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“Trago lágrimas, sorrisos, histórias, abraços… trago momentos felizes, momentos de decepção. Carrego pessoas, amores e desamores, amigos e inimigos, desafetos, paixões… Não sou um livro aberto, mas também não tão fechado que você não consiga abrir, basta ter jeito, saber tocar as páginas, uma a uma, e descobrirá de que papel é feito cada uma delas…”