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“Se puderes, continua.
Se for difícil, luta.
Se lutares, luta até te faltarem as forças.
Se te cansares, assegura-te que sabes para aonde vais.

Olha para ti. Olha bem para ti. És o produto daquilo que acontece.
Faz acontecer.

Se errares, volta a tentar.
Se tentares, obriga-te a vencer.
Se venceres, não te percas em orgulhos.”

(pro)cura-me

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“Fomos inteiros, até um dia nos estilhaçarmos em mil. Hoje somos as memórias que guardamos desses dias, dessas gargalhadas, dessas carícias, desses poemas ditos ao desbarato. Hoje somos a saudade. Somos essa noção concreta do que um dia foi abstracto. Será para sempre, um dia pensei contigo. E será para sempre o momento do teu sorriso quando te dizia que te amava. Será para sempre a arritmia que sentia quando me sorrias embriagada de amor. Serás para sempre, até um dia. Serás para sempre enquanto te procurar no meu telemóvel, nas minhas roupas e por toda a parte. Serás para sempre enquanto acreditar. Serás para sempre nesta saudade.”

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“Vou ser sincero contigo: hoje o meu coração está feito em pedaços. Se realmente estiveres disposta a embarcar nesta viagem comigo terás de colar todos os bocadinhos. Não será fácil. Acredita em mim quando te digo: não será fácil. Conheço demasiado bem o meu coração. No entanto, se realmente fores digna, se realmente fores a metade certa, não desistirás de o fazer. Há uma coisa que sempre disse: o amor não foi feito para aqueles que desistem. Aliás, o amor é um sentimento que gera uma sensação de eternidade. E nessa eternidade o mundo pode parecer-nos estranho, mas nós estaremos sempre certos um para o outro.

Quem és?
Onde estás?
Quando vens?

Ainda não te conheço, mas já te escrevo.”

Ao dia de hoje.

“Os dias de chuva têm destas coisas: quando estamos sozinhos parecem-nos infinitamente deprimentes, quando os partilhamos com alguém parecem a coisa mais romântica do mundo. Talvez sejam mesmo a coisa mais romântica do mundo. Partilhar os dias de chuva não é algo que se faça de ânimo leve. É preciso coragem, dedicação, paciência, carinho, ternura. Tudo isto em doses industriais. Nunca em pequenas quantidades. Atravessar tempestades – juntos – não é para todos.”

O que vou sabendo sobre as mulheres…

“São as mais fantásticas criaturas do universo e nós temos a sorte de partilhar o mesmo espaço que elas. No entanto…
São umas chatas do pior e não nos deixam ver o futebol em paz. São bipolares como o caraças e nunca estão satisfeitas com nada. São mestres do disfarce: têm sempre uma máscara para quem não gostam. Têm opinião sobre tudo, mesmo quando não entendem nada do assunto. Conseguem engordar-nos de mimos ao jantar e matar-nos de problemas ao deitar – ou vice-versa. São estranhas, problemáticas, caóticas. Metem o dedo na ferida como ninguém, e se possível vão até ao osso. Têm prazer em ver-nos sofrer quando estamos doentes, ou quando teimam em nos espremer as borbulhas e os pontos negros
 
-Tem calma, está quase
 
(De sorriso sádico na cara)
 
– Não sejas maricas
 
Enquanto nós, por outro lado, nos vamos contorcendo no meio de toda aquela carnificina. Para elas somos uns piegas, uns meninos da mamã, uns mariquinhas pé de salsa. Somos um compêndio de defeitos e coisas más. Nunca estamos bem, mesmo quando estamos bem. Nunca estamos no sítio certo, mesmo quando estamos no sítio certo. Não as compreendemos, nem temos um pingo de compaixão por elas. Não lhes distinguimos o
 
-Não…
 
Quando o
 
-Não…
 
Quer dizer
 
-Sim!
 
Trocam-nos as voltas com uma facilidade sobrenatural. Acabam onde começam e começam onde acabam. Amam-nos quando somos bons e não deixam de nos amar quando somos maus. Choram de alegria e sorriem de tristeza. São estranhas. Tanto nos esmurram o peito, como se aninham no nosso ombro. Olham-nos com vontades homicidas quando nos enganamos em coisas triviais. Mutilam-nos mentalmente quando nos esquecemos de coisas banais. Para nossa sorte gostam de artigos defeituosos. Queixam-se que se danam. Berram, insultam, esbofeteiam, esperneiam. Caminham sempre no limbo entre a bonança e a tempestade. São perfeitas nos defeitos e nós pecamos por não lhes dizer que o são. Trabalham numa frequência diferente da nossa, mas procuram sempre a sintonia. Esbofeteiam, esperneiam, berram e insultam. Felizmente para nós acreditam em histórias de princesas. Infelizmente para elas, nem todos os sapos escondem um príncipe. Inventaram aquele momento em que os olhares se misturam e os lábios tremelicam, aquele momento em que no meio de beijos e abraços, faça chuva ou faça sol, solta-se um
 
-Amo-te
 
Abafado entre lágrimas e sorrisos e um silêncio apavorante.
 
(Na expectativa de um
-Eu também te amo)
 
Inventaram os amores de cinema, de telenovela e da vida real. Inventaram o amor, ou o amor foi inventado a partir delas. Felizmente para nós, gostam de artigos defeituosos. Talvez por isso se diga que todos os cães têm sorte.”

vida

Acreditas no amor. Acreditas que o amor é a cura para todos os males. Amaste. Amas. Continuarás a amar. Amas mesmo. Amas mais. Lutas até caíres e, quando cais, teimas em levantar-te – sempre. Esmurras o chão, abres o peito, gritas. Gritas até que a voz te falhe, e mesmo sem voz continuas a gritar – mudo. Ouves baladas de amor durante as viagens de carro e de comboio. Olhas pelo vidro e sonhas que o amor é fácil. Iludes-te. É normal. Todos nos iludimos uma vez por outra. Todos sonhamos que os amores nascem nas árvores. Todos sonhamos que podemos plantar o amor, regar o amor, ver o amor crescer. Todos sonhamos – e tu tens tantos sonhos.

(…)

Onde andaste tu?

Onde andas tu?

Para onde vais?

Procura-te. Encontra-te. Perde-te. Segue de cabeça erguida. Não olhes para trás. O que passou, passou. Segue em frente. Não tenhas medo. Lembra-te: cada queda é uma oportunidade para te levantares. Não tenhas vergonha: todos caímos.

Qual é o motor que te move?

Dá o teu melhor. Dá o teu pior. Dá-te. Ri mais, chora mais, crê mais, ama mais. Sê mais. Deixa que te guiem. Deixa que te digam. Deixa que te oiçam. Permite-te estar no mundo. Sê esse mundo. Sê o mundo de alguém. Permite que alguém seja o teu mundo. Ninguém é especial sozinho – digo-te e repito-te. Somos aquilo que nos permitimos ser. Somos aquilo que nos permitimos ser aos olhos dos outros. Não acredites em olhos que mentem. Não acredites em bocas que falam sem saber. Ouve-te primeiro. Ouve o teu coração primeiro. Nem sempre estamos certos – mas nem sempre estamos errados. Ouve o teu coração. Ouve o coração dos outros. Há tanta coisa que nos escapa. Tantas madrugadas líquidas que se dissipam com as horas. Tantos dias de sol que nos passam despercebidos. Teimamos em deixar a vida passar por nós. Embarca na vida. Não tenhas medo.

Para onde vais?

Vai para onde te leva o amor. Mesmo que esse amor te pareça estranho. Sabes, temos toneladas de amor entre nós. E eu acabo por pensar que o problema é mesmo esse. São estas paredes que construímos com todo esse excesso que acabam por nos separar. O amor é esta coisa estranha. Em demasia pode matar e em escassez pode levar à loucura. Mas, na quantidade certa, é capaz de te fazer mover montanhas. Vai para onde te leva o amor.

Onde andaste tu?

Atravessaste o deserto onde te deixaram. Hoje estás mais maduro. Hoje estás mais feliz. Hoje estás a caminho das estrelas.

Segue em frente. Não olhes para trás.

Permite-te

Dá-te

Transforma-te

E, quando olhares para dentro de ti, serás o melhor que podes ser.

Acredita!

Finais felizes

“Jurei a mim mesmo, a pés juntos
– Aqui acabou o nosso amor. – e assim sendo, enterrei-a no fundo da despensa, junto do pó e das coisas que não têm valor. O mundo continuou a parecer-me certo. Na rua tudo continuava como dantes: pessoas, carros, árvores, calçada, mais pessoas, mais calçada, um gato vadio e todas as outras constantes que fazem parte de todas as ruas. Olhei o mar da janela – sim, conseguia ver o mar da minha janela. Respirei fundo: uma vez. Respirei fundo: novamente. Tudo estava certo no mundo. O meu coração batia em harmonia com as horas do relógio. Harmonia. Que saudades dessa sensação de tudo estar no seu devido lugar. Um dia julguei que, sem ela, o mundo deixaria de ser mundo. Felizmente estava errado.
(…)
E realmente é verdade: a vida continua. Connosco: comigo, com ele, com ela, com todas as outras pessoas. Continua: com ou sem nós. Podemos continuar com a vida: todos, ou cada um por si. Não há como fugir a isto. A minha vida continua sem ela. Continua.”

Isto não é uma carta de amor

“Não te escrevo uma carta de amor porque as cartas de amor estão sobrevalorizadas. Escrevo-te um texto. Deixo-te o meu coração nesse texto. Deixo-te aquilo que tenho e não invento o que não tenho. Escrever, para mim, é um acto sagrado. É uma espécie de confissão – e as confissões devem ser sinceras. Deixo-me em cada palavra e espero que me encontres nessas mesmas palavras. Procura-me.
É estranho como os meus pensamentos teimam em girar na tua órbita. Não é estranho. Na verdade não é, nem um pouco, estranho. Gosto verdadeiramente de ti, e é por isso que te procuro quando não estás. Encontro-te e guardo-te, porque a minha memória fotográfica me permite que assim seja. Ficas comigo, mas imaginar-te não chega. Talvez por isso te escreva este texto – este pequeno texto. Porque necessito de te recordar que imaginar-te não me chega. Porque necessito de te recordar que espero ansiosamente o toque de veludo dos teus lábios, o calor do teu corpo, a textura da tua pele. Espero por ti. Se puderes, não demores. Se demorares, lembra-te de mim.
 
Até já.
Mesmo que demores,
Até já.”

Crónica feliz

“Permite-te ser feliz. Faz alguém feliz. Não vivas uma vida de enganos e enredos e novelas amorosas. Não espalhes o “quase amor”. Não existe o “quase amor”: ou é amor, ou é outra coisa. Não sejas um malabarista das palavras, um prostituto dos sentimentos, não inventes se não sabes, se não sentes, se não entendes. Não digas que fazes para não te magoares. Não digas que tens de ser porque já sentiste e já sofreste e já choraste e já estiveste na merda. Acontece a todos, mas a vida continua. Uma coisa que fui aprendendo: depois de um pequeno amor, há um grande amor. Os romances vão e vêm como as estações. Mas o amor, o verdadeiro amor, é como o sol. Mesmo quando está atrás das nuvens, o sol não deixa de ser sol. Já reparaste?”

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