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“Queria que estivesses aqui,
no meio disto tudo o que eu queria era que estivesses aqui,
o teu olhar, as tuas mãos a apertarem-me o medo, a dissolverem-me a ansiedade.
Mãos que apertam o medo, que dissolvem a ansiedade: aqui está uma boa definição de amor.”

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“A idade mede-se pela intensidade do que sentes.
E eu aprendi a acalmar a intensidade. A reprimi-la. A pensá-la. Uma e outra e outra vez. Reprimir. Se era intenso era perigoso. Se é intenso é perigoso.
Mas desta vez não cheguei a tempo. Desta vez há uma mulher e uma paixão. E sou mais criança do que algum dia fui. Mais pequeno do que algum dia fui.
O tamanho mede-se pelos suspiros que és capaz de dar.”

15349643_1193758370705965_8933886558098767780_n“Há pessoas que quando fecham os olhos é para dormir: essas são as normais. E há pessoas que quando fecham os olhos é para sonhar: essas são as anormais. Essas são as únicas que valem (e é pena) a pena.”

Feliz 2016 🎉🎉

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“Ama.
Lavar os dentes ao lado de quem amas.
Apalpar-lhe descaradamente o rabo.
Comer chocolates até te fartares.
Passar a noite a dizer asneiras.
Beijar sempre de língua.
Passar o dia a dizer asneiras.
Mandar o chefe bugiar.
Passar a vida a dizer asneiras.
Deixar declarações de amor escondidas pela casa.
Fazer o teu pai feliz.
Preguiçar regularmente.
Fazer a tua mãe feliz.
Atirar o despertador à parede periodicamente.
Fazer quem tu puderes feliz.
Dormir quinze ou vinte horas seguidas.
Pôr a mão de fora do vidro do carro.
Pintar o cabelo de azul ou de amarelo.
Pôr a cabeça de fora do vidro do carro.
Cantar no banho para todo o prédio ouvir.
Lamber a tampa dos iogurtes.
Correr que nem um louco na praia.
Falhar que nem um burro só porque tentas.
Praticar sexo oral com frequência.
Tentar que nem um burro só porque queres.
Mudar a decoração de casa num dia só.
Dançar quando estás feliz.
Passar horas só a cuidar de ti.
Dançar quando estás triste.
Dizer bem de quem amas.
Enfiar o dedo no nariz às escondidas.
Dizer bem de quem não amas.
Dançar enquanto estás vivo.
Guardar segredos inconfessáveis.
Experimentar posições sexuais improváveis.
Contar segredos inconfessáveis.
Masturbares-te sem qualquer culpa.
Ter segredos inconfessáveis.
Ver quanto dá o teu carro.
Dizer o que não se pode dizer.
Cagar assiduamente nas convenções sociais.
Sonhar com o que não pode acontecer.
O orgasmo sempre que puderes.
Coçar e ser coçado nas costas.
O gemido sempre que souberes.
Passar muitas horas a contar anedotas.
Adormecer todo torto no sofá.
Passar muitas horas a ouvir anedotas.
Rir que nem um desalmado.
Fazer um penteado estrambólico só porque te apetece mudar.
Rir por tudo e por nada.
Chorar a torto e a direito.
Rebolar na areia quando estás todo molhado.
Chorar porque também é um direito.
Abraçar o teu gato ou o teu cão.
Mandar a austeridade tomar no cu.
Beijar incansavelmente.
Não te levares minimamente a sério.
Dispensar quem te chateia.
Tocar um instrumento qualquer.
Perdoar quem é humano.
Desistir do que não te serve.
Lutar pelo direito à parvoíce.
Escrever um livro.
Dar prioridade ao prazer.
Ler um livro.
Nunca desistir de quem amas.
Aprender desvairadamente.
Fazer cadeirinha com quem amas.
Ensinar desvairadamente.
Perder a respiração pelo menos uma vez por dia.
Nascer pelo menos mais uma vez do que as vezes em que morreres.
Viver desvairadamente.
Te.”

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“A prova de que as palavras são mentirosas é saber que «roubo» é uma palavra tão má e ainda assim pode ser tão linda, como quando alguém como tu entra pelo meu corpo e me leva a alma, e ficas a saber que foi um roubo, nada menos do que isso, e se eu pudesse gostava era de ser roubada assim por ti todos os dias.
Um dia escrevo um dicionário de palavras feias que tu transformaste em poemas.”

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“Cheguei ao pé dela, mesmo sabendo que ela namorava com o capitão da equipa de futebol da faculdade, e disse-lhe assim: se ficar alguma palavra, nesta minha vida, por dizer, que essa palavra não seja amo-te. Amo-te. Os netos entreolharam-se, um deles limpou até uma lágrima, e outro perguntou: e depois, avô, e depois?”

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“Fugir é, muitas vezes, a coragem praticável.
Fugir é, quase sempre, a coragem dos cobardes.
Toda a gente foge.
Mas há quem consiga fugir a caminho do que teme.
A coragem é fugir a caminho do que se teme.”

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“As viagens que valem a pena não exigem corpos. As viagens que valem a pena não exigem aviões, nem bilhetes, nem caminhadas. As que nos fazem correr sem sair do sítio. Sempre que saímos do sítio o corpo pára. Petrifica. As melhores viagens são as que nos fazem parar. E nem por isso deixam de ser aquelas nos fazem mexer: que nos põem a mexer.
Todos os homens nasceram para viajar.
Mas alguns ainda precisam de meios de transporte para isso.”