Vais ficar sozinho. E isso é bestial

Inesperado

Gastamos muita energia para tentar garantir que não ficamos sozinhos. Queremos ter a certeza que vai lá estar sempre alguém para nos compreender e animar. O que faria todo o sentido, não fosse um pequeno pormenor: isso é impossível.

Quer seja durante 1 hora ou 1 década, vamos ficar sozinhos. O problema não é esse. O problema é o que significa ficar sozinho na nossa cabeça.

Estar sozinho assusta porque sugere que vamos ficar desamparados. Como se ninguém se preocupasse connosco. Fazemos muitas coisas para não nos sentirmos assim: começar uma relação sem futuro, comprar um cão, passar horas na internet, ou culpar outros…mas nada disso vai ao fundo da questão.

Na realidade o que nos assusta não é uma coisa exterior a nós. O que nos assusta somos nós. É o que vamos pensar e sentir quando estivermos apenas connosco. Se não estamos com ninguém, estamos…

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As vantagens de ser um falhado

Inesperado

Vamos encarar os factos: nós somos uns falhados. Podemos não o dizer a ninguém, podemos esconder de nós próprios, mas não conseguimos evitar aqueles pensamentos marotos:
Nenhuma relação que tenho bate certo.
No trabalho só faço asneira.
Sinto-me a ficar para trás.
Tenho vergonha da minha forma física.

Rapidamente nos consideramos um falhanço monumental, e a verdade é que o somos. Apesar de nos babarmos só a imaginar uma vida de suposto sucesso – família perfeita, carreira respeitável, dinheiro abundante e aparência invejável – a verdade é que a nossa vida está cheia falhanços desastrosos.

As boas notícias é que há várias vantagens em ser um falhado:
1. Só não falha quem não tenta.
Normalmente quem é um falhanço é porque tentou alguma coisa. Quer tenha sido lançar uma empresa, começar uma relação, candidatar-se a um trabalho, só o acto de tentar já é memorável. Tudo o que vale a…

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É possível viver por alguém?

Inesperado

É possível viver por alguém?
É possível dedicar a vida a alguém, especialmente quando esse alguém não somos nós?

E será possível dedicar a nossa vida a alguém, se antes alguém não tiver dedicado a sua vida a nós? Ou ainda, é possível dar alguma coisa que não tenhamos recebido?

Se repararmos, é surpreendente a quantidade de coisas que gastamos connosco. O dinheiro que gastamos, as energias que gastamos, o tempo que gastamos. Tempo dedicado às nossas coisas, às nossas actividades, às nossas vontades. Se alguém nos tira tempo que era suposto ser para nós, é bom que nem nos apareça à frente.

As coisas acabam por girar apenas em nossa função: os nossos horários, os nossos tempos livres, os nossos programas, as nossas preocupações, os nossos problemas. O trabalho serve para nos dar dinheiro, as férias para nos darem descanso, as relações para nos darem amor. Parece que olhamos…

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Estás a ficar para trás.

Inesperado

Há alturas na vida em que sentimos que estamos a ficar para trás.
Que os outros já nos ultrapassaram. Que vão lá à frente, e que para nós resta apenas um caminho sem grandes oportunidades.

Este sentimento acaba por nos tocar de tantas maneiras diferentes:
Estás numa corrida – literalmente – e não consegues acompanhar o resto do grupo. Atenção que isto começa nas aulas de ginástica do secundário quando a malta do tabaco fica sempre para o fim.
Deixaste cadeiras para trás na Universidade. Os teus colegas do primeiro ano já estão de curso feito (e barba feita) e tu ainda andas a pedir apontamentos emprestados a malta com menos 5 anos que tu (e sim, tens a barba por fazer).
Nunca mais começas a trabalhar. Já anda o resto da malta a cavalgar as consultoras com salários que te fazem corar, e ainda andas a acabar…

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As vacas não dão sumo

Grande lição de vida!
“E pronto, é este o nosso drama. Porquê? Porque é o que fazemos na vida: esperamos que algumas coisas nos dêem o que não conseguem dar. ”
Inspirem-se…

Inesperado

inesperado.org- vacas e laranjasAs vacas dão leite, as laranjas dão sumo de laranja. Estas 2 ideias parecem simples, mas não são. Aliás, um dos nossos grandes dramas é baralhar as duas.

O drama vai passando despercebido, até ao momento em que desejamos um sumo de laranja.
E o que seria razoável fazer quando queremos suminho? O razoável seria ir às laranjas. Mas não! O que fazemos é ir ter com a vaca e dizer: Passa para cá o suminho! Ao que ela responde: Muuuuh.
Não queremos dar parte fraca, mas ficamos cada vez mais irritados. É um desplante o raio da vaca não nos dar o suminho que queremos! E ela diz: Muuuh. Enquanto não tivermos o que queremos, não saímos dali, nem que a vaca tussa. E realmente a vaca não tosse, e responde apenas: Muuuuh.

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