Amor

Sempre escolhi as palavras de outras pessoas quando “escrevia” sobre amor. Por ser difícil de o definir e por não saber falar dele.

Continuo sem saber.

Espero que a necessidade e o desejo de regressar aos braços um do outro continue, todos os dias. Regeneras-me.

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“Cheguei ao pé dela, mesmo sabendo que ela namorava com o capitão da equipa de futebol da faculdade, e disse-lhe assim: se ficar alguma palavra, nesta minha vida, por dizer, que essa palavra não seja amo-te. Amo-te. Os netos entreolharam-se, um deles limpou até uma lágrima, e outro perguntou: e depois, avô, e depois?”

O Primeiro Amor Leva Tudo

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“É fácil saber se um amor é o primeiro amor ou não. Se admite que possa ser o primeiro, é porque não é, o primeiro amor só pode parecer o último amor. É o único amor, o máximo amor, o irrepetível e incrível e antes morrer que ter outro amor. Não há outro amor. O primeiro amor ocupa o amor todo.
Nunca se percebe bem por que razão começa. Mas começa. E acaba sempre mal «só porque acaba». Todos os dias parece estar mesmo a começar porque as coisas vão bem, e o coração anda alto. E todos os dias parece que vai acabar porque as coisas vão mal e o coração anda em baixo.
O primeiro amor dá demasiadas alegrias, mais do que a alma foi concebida para suportar. É por isso que a alegria dói — porque parece que vai acabar de repente. E o primero amor dói sempre de mais, sempre muito mais do que aguenta e encaixa o peito humano, porque a todo o momento se sente que acabou de acabar de repente. O primeiro amor não deixa de parte «um único bocadinho de nós». Nenhuma inteligência ou atenção se consegue guardar para observá-lo. Fica tudo ocupado. O primeiro amor ocupa tudo. E inobservável. E difícil sequer reflectir sobre ele. O primeiro amor leva tudo e não deixa nada.
Diz-se que não há amor como o primeiro e é verdade. Há amores maiores, amores melhores, amores mais bem pensados e apaixonadamente vividos. Há amores mais duradouros. Quase todos. Mas não há amor como o primeiro. É o único que estraga o coração e que o deixa estragado.”

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Acreditas no amor. Acreditas que o amor é a cura para todos os males. Amaste. Amas. Continuarás a amar. Amas mesmo. Amas mais. Lutas até caíres e, quando cais, teimas em levantar-te – sempre. Esmurras o chão, abres o peito, gritas. Gritas até que a voz te falhe, e mesmo sem voz continuas a gritar – mudo. Ouves baladas de amor durante as viagens de carro e de comboio. Olhas pelo vidro e sonhas que o amor é fácil. Iludes-te. É normal. Todos nos iludimos uma vez por outra. Todos sonhamos que os amores nascem nas árvores. Todos sonhamos que podemos plantar o amor, regar o amor, ver o amor crescer. Todos sonhamos – e tu tens tantos sonhos.

(…)

Onde andaste tu?

Onde andas tu?

Para onde vais?

Procura-te. Encontra-te. Perde-te. Segue de cabeça erguida. Não olhes para trás. O que passou, passou. Segue em frente. Não tenhas medo. Lembra-te: cada queda é uma oportunidade para te levantares. Não tenhas vergonha: todos caímos.

Qual é o motor que te move?

Dá o teu melhor. Dá o teu pior. Dá-te. Ri mais, chora mais, crê mais, ama mais. Sê mais. Deixa que te guiem. Deixa que te digam. Deixa que te oiçam. Permite-te estar no mundo. Sê esse mundo. Sê o mundo de alguém. Permite que alguém seja o teu mundo. Ninguém é especial sozinho – digo-te e repito-te. Somos aquilo que nos permitimos ser. Somos aquilo que nos permitimos ser aos olhos dos outros. Não acredites em olhos que mentem. Não acredites em bocas que falam sem saber. Ouve-te primeiro. Ouve o teu coração primeiro. Nem sempre estamos certos – mas nem sempre estamos errados. Ouve o teu coração. Ouve o coração dos outros. Há tanta coisa que nos escapa. Tantas madrugadas líquidas que se dissipam com as horas. Tantos dias de sol que nos passam despercebidos. Teimamos em deixar a vida passar por nós. Embarca na vida. Não tenhas medo.

Para onde vais?

Vai para onde te leva o amor. Mesmo que esse amor te pareça estranho. Sabes, temos toneladas de amor entre nós. E eu acabo por pensar que o problema é mesmo esse. São estas paredes que construímos com todo esse excesso que acabam por nos separar. O amor é esta coisa estranha. Em demasia pode matar e em escassez pode levar à loucura. Mas, na quantidade certa, é capaz de te fazer mover montanhas. Vai para onde te leva o amor.

Onde andaste tu?

Atravessaste o deserto onde te deixaram. Hoje estás mais maduro. Hoje estás mais feliz. Hoje estás a caminho das estrelas.

Segue em frente. Não olhes para trás.

Permite-te

Dá-te

Transforma-te

E, quando olhares para dentro de ti, serás o melhor que podes ser.

Acredita!

“Ando há mais de vinte anos a escrever sobre o amor e se aprendi alguma coisa durante todo este tempo é que não há regras para a evolução de um caso amoroso. Quando nos interessamos, nos envolvemos e nos deixamos ir naquilo a que chamamos uma história de amor, nunca sabemos o que vai acontecer. Podemos imaginar, desejar e mesmo prever algumas coisas, consoante a essência dos nossos sentimentos e aquilo que conseguimos ler no comportamento do outro em relação a nós. Se tudo correr bem, podemos até construir um presente sólido que nos conduza a um futuro seguro, mas não podemos decidir nem quando nem como será esse futuro, e é esse um dos maiores desafios quando se vive uma história de amor.
Existem casos tórridos intermitentes, amizades coloridas, aventuras escaldantes, atracções fatais e fátuas, amores lentos e suaves, amores rápidos que se esfumam na espuma dos dias, amores fulminantes que duram uma vida, amores instáveis que se aguentam durante décadas, amores que parecem eternos e se desfazem em poucas semanas. Existem amizades que se transformam em grandes histórias de amor e amores que se cristalizam em amizades para a vida. And yet the course of love never did run smooth, escreveu Shakespeare. O amor tem o seu tempo e ritmo próprios e cada história de amor tem a sua alquimia. Querer que o amor opere e cresça dentro de determinados pressupostos de uma forma rígida é meio caminho andado para o fracasso. 
A primeira grande questão sobre a qual devemos reflectir é se aquilo que estamos a viver é mesmo uma história de amor, ou apenas uma imitação do amor. Se estamos carentes, se acabámos de sair de uma relação e ainda não arrumámos o coração, se não estamos ou não somos programados para amar, se até gostamos de estar com uma pessoa mas a sua imagem não nos ocupa o espírito quando estamos longe dela, então cuidado, porque podemos ser levados por um equívoco, Tudo isso podem ser aproximações daquilo que desejamos, e todos sabemos que uma coisa é sair-nos a Sorte Grande e outra é calhar-nos o segundo ou terceiro prémios que são a Aproximação. 
Amar alguém requer tempo e espaço, mas acima de tudo, requer vontade. E nem sequer é a vontade de amar aquela pessoa em vez de outra; é a vontade de se deixar ir porque o nosso corpo, o nosso coração, as nossas células nervosas decidiram que era aquela pessoa que queriam por perto. No entanto, esta visão do amor não é fatalista. Ainda que o nosso corpo e o nosso coração nos empurrem para alguém, só devemos deixar que isso aconteça se o outro mostrar o mesmo impulso em relação a nós. Caso contrário, arriscamo-nos a dar tempo e espaço a quem não tem tempo nem espaço para nós. Com isto não estou a dizer que escolhemos quem amamos, mas podemos escolher não lutar por quem não luta por nós, não esperar porque quem não tem tempo para nos dar, não sonhar com quem não sonha connosco. A reciprocidade é um dos ingredientes fundamentais do amor verdadeiro, sem ela, nada feito. 
Eu gosto de saborear o amor em estado puro. O amor de forma plena, livre, leve e ao mesmo tempo serena e responsável. Acredito que amar alguém é querer o melhor para essa pessoa, por isso amar é ouvir, ajudar, apoiar, proteger, mimar. Mas também é pedir ajuda e protecção sempre que precisarmos. Gosto de pensar que o amor que estou a construir é como uma terceira entidade, a mistura alquímica de dois corações que procuram e querem percorrer o mesmo caminho. E que juntos, vamos conseguir ir mais longe dentro e fora de nós mesmos. Juntos, vamos sentir mais paz, mais protecção, mais força, mais coragem. Mas para isso é preciso acreditar no outro, confiar nele, mostrar-lhe que contamos com ele para o que der e vier da mesma forma que que ele pode contar connosco. Acredito que o amor em estado puro só existe com confiança e entrega totais. É difícil, mas se fosse fácil, também perdia metade de graça. E quem não ama deste modo, não ama livremente. Só a liberdade de espírito permite um amor pleno.”

“A mulher é o reflexo do seu homem”

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“A minha mulher adoeceu. Estava constantemente nervosa por causa dos seus problemas no trabalho, vida pessoal e das suas falhas e problemas com os nossos filhos. Perdeu cerca de 13 quilos e pesava pouco mais de 40 quilos aos 35 anos. Ficou demasiado magra e chorava constantemente. Não era uma mulher feliz. Tinha dores de cabeça constantes, dores no peito e tensão muscular nas costas. Não dormia bem, adormecia somente de madrugada e cansava-se muito durante o dia. A nossa relação estava à beira da ruptura. A sua beleza começava a abandoná-la. Tinha papos debaixo dos olhos, andava sempre desgrenhada e parou completamente de cuidar de si. Recusava trabalhar no cinema e rejeitou vários papéis. Perdi a esperança e pensava que nos divorciaríamos em breve… “Foi então que decidi tomar algumas medidas. Afinal, eu tenho a mulher mais bonita do mundo. Ela é a mulher ideal para metade dos homens e mulheres do planeta e eu era o único a ter o privilégio de adormecer ao seu lado e de poder abraçá-la. Comecei a mimá-la com flores, beijos e muitos elogios. Surpreendia-a e tentava agradá-la em todos os momentos. Enchi-a de presentes e comecei a viver apenas para ela. Só falava em público a seu respeito e relacionava todos os assuntos com ela, de alguma forma. Elogiei-a a sós e em frente a todos os nossos amigos. Podem não acreditar, mas ela começou a renascer, a florescer… Tornou-se ainda melhor do que era antes. Ganhou peso, deixou de andar nervosa e ama-me ainda mais do que antes. Eu nem sabia que ela podia amar tão intensamente. E então percebi: ‘A mulher é o reflexo do seu homem’.” Brad Pitt 19.06.2013

True Love*

True Love*

Adoro esta foto! Diz tudo! Cumplicidade. Único. Verdadeiro amor. Quero viver um amor assim… Para sempre.

O amor não é uma luta, mas vale a pena lutar por ele.

Hoje acordei com esta música no pensamento. Diz tanto… Ouvi-a pela primeira vez numa fase da vida que me fez crescer. Hoje mais forte. Ou não, nostálgica…
Aconselho vivamente a verem o filme “A Prova de Fogo”, foi lá onde a ouvi. Assim como o filme, também a música me faz chorar cada vez que a ouço. É forte. É verdadeira. É perfeita.