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“A prova de que as palavras são mentirosas é saber que «roubo» é uma palavra tão má e ainda assim pode ser tão linda, como quando alguém como tu entra pelo meu corpo e me leva a alma, e ficas a saber que foi um roubo, nada menos do que isso, e se eu pudesse gostava era de ser roubada assim por ti todos os dias.
Um dia escrevo um dicionário de palavras feias que tu transformaste em poemas.”

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“Cheguei ao pé dela, mesmo sabendo que ela namorava com o capitão da equipa de futebol da faculdade, e disse-lhe assim: se ficar alguma palavra, nesta minha vida, por dizer, que essa palavra não seja amo-te. Amo-te. Os netos entreolharam-se, um deles limpou até uma lágrima, e outro perguntou: e depois, avô, e depois?”

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“Fugir é, muitas vezes, a coragem praticável.
Fugir é, quase sempre, a coragem dos cobardes.
Toda a gente foge.
Mas há quem consiga fugir a caminho do que teme.
A coragem é fugir a caminho do que se teme.”

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“As viagens que valem a pena não exigem corpos. As viagens que valem a pena não exigem aviões, nem bilhetes, nem caminhadas. As que nos fazem correr sem sair do sítio. Sempre que saímos do sítio o corpo pára. Petrifica. As melhores viagens são as que nos fazem parar. E nem por isso deixam de ser aquelas nos fazem mexer: que nos põem a mexer.
Todos os homens nasceram para viajar.
Mas alguns ainda precisam de meios de transporte para isso.”