Memórias.

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“As coisas têm uma maneira singela de desaparecer. Vão-se embora de um jeito singular. Sem sequer repararmos. Um dia olhamos para elas e percebemos que elas já não ocupam o mesmo lugar na nossa vida. Percebemos que não podemos dar um fim às memórias mas podemos sim – e devemos- aprender a ser felizes com elas. Que o que aconteceu de bom é para contar aos filhos e aos netos. É para deixar escrito para que e um dia mais tarde, quando a memória nos falhar, nós não tenhamos se não a essência do nosso testemunho. O que um dia nos fez feliz mas acabou, é também o que nos fará feliz até ao resto dos nossos dias. Muitas pessoas não percebem isso. Gostar do que se teve é uma qualidade. É sinal que conseguimos compreender que a vida dá e um dia também tira e que nada é nosso por inteiro nem para sempre. As boas recordações preservam-se. É nelas que reside a esperança, o sentido do presente. As boas memórias não têm preço. As más memórias também não. E eu não trocaria as minhas memórias por nada deste mundo.”

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